Deep down inside my pain pt.3 - You don't remember me, but I remember you...
A séculos que minha alma grita: You don't remember, but I'll never forget... mas eu nunca encontrei algum sentido para isso, sempre considerei algum devaneio, lembrança ou fruto de minha parca licensa poética... porém neste fim de semana algo fez sentido. A comida tinha mais gosto, o esforço é mais árduo; O suor escorrendo me mostra mais calor, mais sede; As lágrimas são ao mesmo tempo mais doídas e mais alegres conforme o momento; As coisas ruins me horrorizam mais e as coisas belas me encantam mais; O amor me cativa mais e o sexo me leva mais alto nas núvens. Cada coisa, cada experiência se revela mais intensa por mais delicada que seja, mostrando-me que talvez eu deveria estar num estado de torpor, morto-vivo neste mundo-cão onde vender um carro "salvado" é apenas uma contravenção penal mesmo que provoque assaltos e mortes nos processos criminosos que levam a fabricação de um carro "dublê".
Desde o acidente de trânsito provocado por minha irresponsabilidade, auge do meu torpor, numa manhã ensolarada do sábado véspera de dia das mães, sinto-me num longo e lento processo de despertar. Um despertar sofrido, doloroso e muito árduo; Aterrorizante por revelar-me que estava apenas congelado no tempo considerando-me um homem feito quando havia muito ainda para se fazer, e tudo até então não passava de balela... Tudo virgula! Mas àquela época eu havia concluido que nao havia muito sentido em estar vivo, que tudo que eu havia realizado era fruto de minha vã necessidade de ser sempre o melhor por sempre ter sido levado a acreditar que eu não era capaz... Existe sim dentro de mim, ainda, uma necessidade de provar, talvez para mim mesmo, de que eu sou capaz, de que eu realmente faço diferença. Mas, até que ponto isso realmente é necessário? Até agora, estou sobrevivendo à esta dúvida.
Num final de semana, onde uma trama insana e psicótica entitulada "Cidade dos sonhos" me colocou fora do eixo da realidade por minutos que mais pareceram toda a história do cosmos, mergulhei profundamente em minha alma, dor e existência para chegar ao meu centro e trazer de lá apenas a certeza de que o show tem que continuar. De volta à realidade, Muito amor, paz, tesão, sexo, cumplicidade, intimidade com romantismo, Arroz com tomate e manjericão, Frango xadrês, consagrados para o nosso bem, Morangos ao creme de leite, chocolates, bolo de fubá com goiabada, Milkshake caseiro de Ovomaltine sem sorvete, fotos, banhos e paroxetina tomada na hora certa, na dosagem prescrita. Também figuraram o salpicão e o churrasco de coxão mole da tia, o alô ao pai que mora em outro estado, o saquinho de veludo feito a mão pela minha querida sogra.
Raven, Eu te amo do fundo do meu coração, com todo o meu amor. Obrigado por nossos momentos, obrigado por existir em minha vida.
E, para terminar, expirado o dia dos pais, eu vos apresento minhas filhas. Devo registrar que são duas fêmeas.

Conclusões podem ser expressas nos comentários. Mas cuidado! Vejam como eu tenho uma Leoa-de-chácara totalmente anti-social:

Fiquem com a Deusa!
Desde o acidente de trânsito provocado por minha irresponsabilidade, auge do meu torpor, numa manhã ensolarada do sábado véspera de dia das mães, sinto-me num longo e lento processo de despertar. Um despertar sofrido, doloroso e muito árduo; Aterrorizante por revelar-me que estava apenas congelado no tempo considerando-me um homem feito quando havia muito ainda para se fazer, e tudo até então não passava de balela... Tudo virgula! Mas àquela época eu havia concluido que nao havia muito sentido em estar vivo, que tudo que eu havia realizado era fruto de minha vã necessidade de ser sempre o melhor por sempre ter sido levado a acreditar que eu não era capaz... Existe sim dentro de mim, ainda, uma necessidade de provar, talvez para mim mesmo, de que eu sou capaz, de que eu realmente faço diferença. Mas, até que ponto isso realmente é necessário? Até agora, estou sobrevivendo à esta dúvida.
Num final de semana, onde uma trama insana e psicótica entitulada "Cidade dos sonhos" me colocou fora do eixo da realidade por minutos que mais pareceram toda a história do cosmos, mergulhei profundamente em minha alma, dor e existência para chegar ao meu centro e trazer de lá apenas a certeza de que o show tem que continuar. De volta à realidade, Muito amor, paz, tesão, sexo, cumplicidade, intimidade com romantismo, Arroz com tomate e manjericão, Frango xadrês, consagrados para o nosso bem, Morangos ao creme de leite, chocolates, bolo de fubá com goiabada, Milkshake caseiro de Ovomaltine sem sorvete, fotos, banhos e paroxetina tomada na hora certa, na dosagem prescrita. Também figuraram o salpicão e o churrasco de coxão mole da tia, o alô ao pai que mora em outro estado, o saquinho de veludo feito a mão pela minha querida sogra.
Raven, Eu te amo do fundo do meu coração, com todo o meu amor. Obrigado por nossos momentos, obrigado por existir em minha vida.
E, para terminar, expirado o dia dos pais, eu vos apresento minhas filhas. Devo registrar que são duas fêmeas.

Conclusões podem ser expressas nos comentários. Mas cuidado! Vejam como eu tenho uma Leoa-de-chácara totalmente anti-social:

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